sábado, 11 de agosto de 2012

TDAH

 

 

 

“Meu aluno não fica quieto, por isso não aprende…” o diagnóstico é muito importante











No início deste estudo sobre o TDAH, foi colocada a importância de se realizar uma investigação apurada do quadro em que o aluno apresenta características do transtorno,  a fim de não cometer  erros, tais como, por exemplo, exigir da criança ou do adolescente, comportamentos e respostas inadequadas que ele não tem condições de dar, devido ás limitações que o transtorno lhe impõe, ou o extremo, dando um atendimento de uma criança que não obedece e nem aprendeu a cumprir regras e limites e até mesmo reprimir um comportamento resultante de um momento conflituoso. O correto é encaminhá-lo á uma equipe multidisciplinar na escola, constituída de um pedagogo, um orientador educacional e um psicólogo que levarão esta investigação  até um diagnóstico medico, caso haja de fato o transtorno (TDAH).


Sintomas em adultos:






A existência da forma adulta do TDAH foi oficialmente reconhecida apenas em 1980, pela Associação Psiquiátrica Americana.  Um diagnóstico que  raramente é  realizado. Hoje há uma previsão de que em  torno de 60% das crianças com TDAH ingressarão na vida adulta com alguns dos sintomas (tanto de desatenção quanto de hiperatividade-impulsividade) porém em menor número do que apresentavam quando eram crianças ou adolescentes.


Para se fazer o diagnóstico de TDAH em adultos é obrigatório demonstrar que o transtorno esteve presente desde criança. Isto pode ser difícil em algumas situações, porque o indivíduo pode não se lembrar de sua infância e também os pais podem ser falecidos ou estar bastante idosos para relatar ao médico.
Os adultos com TDAH costumam ter dificuldade de organizar e planejar suas atividades do dia a dia. Por exemplo, pode ser difícil para uma pessoa com TDAH determinar o que é mais importante dentre muitas coisas que tem para fazer, escolher o que vai fazer primeiro e o que pode deixar para depois. Em conseqüência disso, quem TDAH fica muito “estressado” quando se vê sobrecarregado (e é muito comum que se sobrecarregue com freqüência, uma vez que assume vários compromissos diferentes), pois não sabe por onde começar e tem medo de não conseguir dar conta de tudo.




O portador de TDAH fica com dificuldade para realizar sozinho suas tarefas, principalmente quando são muitas, e  precisa ser lembrado pelos outros sobre o que tem para fazer. Acaba deixando as atividades iniciadas pela metade.


Sintomas em crianças e adolescentes:


As crianças com TDAH, em especial os meninos, são agitadas ou inquietas. Elas têm dificuldades para manter atenção em atividades muito longas, repetitivas ou que não lhes sejam interessantes. Elas são facilmente distraídas por estímulos do ambiente externo, mas também se distraem com pensamentos "internos", isto é, vivem "voando". Nas provas, são visíveis os erros por distração (erram sinais, vírgulas, acentos, etc.). Como a atenção é imprescindível para o bom funcionamento da memória, elas em geral são tidas como "esquecidas": esquecem recados ou material escolar, aquilo que estudaram na véspera da prova, etc. (o "esquecimento" é uma das principais queixas dos pais). 






O que as deixa mais tranquilias são atividades de sua preferência, atividades significativas em sala de aula. Isto ocorre porque os centros de prazer no cérebro são ativados e conseguem dar um "reforço" no centro da atenção que é ligado a ele, passando a funcionar em níveis normais. O fato de uma criança conseguir ficar concentrada em alguma atividade não exclui o diagnóstico de TDAH. .
Elas também tendem a ser impulsivas (não esperam a vez, não lêem a pergunta até o final e já respondem, interrompem os outros, agem antes de pensar). .


Seu desempenho sempre parece inferior ao esperado para a sua capacidade intelectual. O TDAH não se associa necessariamente a dificuldades na vida escolar, embora esta seja uma queixa freqüente de pais e professores. É mais comum que os problemas na escola sejam de comportamento que de rendimento (notas).


Um aspecto importante: as meninas têm menos sintomas de hiperatividade-impulsividade que os meninos (embora sejam igualmente desatentas), o que fez com que se acreditasse que o TDAH só ocorresse no sexo masculino. Como as meninas não incomodam tanto, eram menos encaminhadas para diagnóstico e tratamento médicos.
                                                            
Baixa auto estima e comportamento de risco


Por ter consciência de suas limitações, seu comportamento inadequado prejudicando a concentração dos colegas gerando exclusão, pode levar o indivíduo a desenvolver problemas psicológicos podendo tornar-se introvertido ou agressivo, exibicionista e com baixa auto-estima acentuada, até mesmo comportamentos anti-sociais.


                                                                                                                    


Diagnóstico


Observar  o tempo que a criança começou a apresentar os sintomas. Segundo o DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) os sintomas deverão ser ininterruptos e com duração mínima de seis meses sem limitar-se a apenas uma situação.


Para fazer o diagnóstico, é indicado um psiquiatra, que deverá fazer uma anamnese com pais e pessoas de seu convívio como professores, empregadas e terapeutas se estiver sendo acompanhado por alguém.
De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção,(vídeo) Eletro encefalograma, o Mapeamento Cerebral, a Tomografia Computadorizada, a Ressonância Magnética e o Potencial Evocado  podem fornecer este diagnóstico!


TDAH/DDA tem cura?


Até pouco tempo acreditava-se que os sintomas de TDAH desapareciam na adolescência e na vida adulta. Muitos ainda acreditam que só ocorre no período da infância. Entretanto, recentes pesquisas mostraram que 50% a 75% dos casos continuam na idade adulta. Há casos que a hiperatividade tende a diminuir ou desaparecer devido a um amadurecimento do cérebro que acaba equilibrando a produção de dopamina
 
Em seguida vamos apresentar as sugestões dos especialistas aos pais e professores para ajudar a criança e o adolescente TDAH em suas dificuldades.
 
 
Livros recomendados pela ABDA
 
Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade: O que é? Como ajudar?
Luiz Rohde e Edyleine Benczik, Porto Alegre, Editora Artes Médicas, 1999
Transtorno do Déficit de Atenção / Hiperatividade
Barkley R. Porto Alegre: Editora Artmed, 2002.
Tendência à Distração
Hallowell, Edward e John J. Ratey.Rio de Janeiro, Rocco, 2000.
Hiperatividade: Como desenvolver a capacidade de atenção da criança.
Sam Goldstein e Michael Goldstein. Papirus Editora, 1998
Hiperatividade: como lidar
Abram Topczewski. Casa do Psicólogo, 2006.
PUBLICAÇÕES ESTRANGEIRAS
Parenting a Child with Attention Deficit/Hyperactivity Disorder - Revised Second Edition.
Nancy Boyles, Darlene Contandino. Los Angeles, Lowell House, 1999.
Power Parenting for Children with ADD/ADHD - A Practical Parent's Guide for Managing Difficult.
Sam Goldstein, Anne Teeter Ellison, 2002, Academic Press
Grad L. Flick, 2002, John Wiley Trade
Put Yourself in Their Shoes: Understanding Teenagers with Attention Deficit Hyperactivity Disorder.
Harver Parker. Plantation, FLA: Specialty Press,1999.
Taking Charge of ADHD: The Complete, Authorative Guide for Parents.
Russel Barkley. New York, NY: The Guildford Press, 1995.
Adventures in Fast Forward: Life, Love and Work for the ADD Adult.
Kathleen Nadeau, New York, NY, Brunner Mazel, 1996.
A. D. D. and Romance: : Finding Fulfillment in Love, Sex, & Relationships
Jonathan Scott Halverstadt. Taylor Trade Publishing, 1998.

PUBLICAÇÕES PARA PROFISSIONAIS



TDAH NA ESCOLA
George J. Du Paul, phd e Gary Stoner, phd, M.Books Editora
Manual de Terapia Cognitivo Comportamental no TDAH
Knapp P, Rohde L, Lyszkowski L e Johanpeter J. Porto Alegre: Editora Artmed,2002.
Cognitive-Behavioral Therapy with ADHD Children - Child, Family and School Interventions
Lauren Braswell, Michael Bloomquist, 1991, The Guilford Press
Treatment of Childhood Disorders
Eric Mash, Russel Barkley,1998, The Guilford Press
ADHD in Adulthood: A Guide to Current Theory, Diagnosis, and Treatment
Weiss, Hechtman and Weiss, 1999, John Hopkins U Press
Clinicians' Guide to Adult ADHD: Assessment and Intervention (Practical Resources for the Mental Health Professional)
Sam Goldstein, Anne Teeter Ellison, 2002, Academic Press
Manual para a Escola do TDAH: Versão para professores.
Edyleine Bellini Peroni Benczik. São Paulo, Casa do Psicólogo, 2000
Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade: Atualização Diagnóstica e Terapêutica.
Edyleine Bellini Peroni Benczik. São Paulo, Casa do Psicólogo, 2000
Manual da Escala de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade: Versão para professores.
Benzick, Edyleine B.P. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000.
Jogo Infantil e Hiperatividade
Barros, Juliana M. G. Rio de Janeiro: Editora Sprint Ltda, 2002




Referências


Fonte de Pesquisa:
Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) -
http://www.tdah.org.br/




http://jianeevs.blogspot.com/2010/10/saude-na-escola_29.html?showComment=1300986574306#c2428780117397435234


TDAH/DDA- Informações e orientações – Simaia Sampaio
http://www.profala.com/arthiper2.htm

TDAH/DDA
http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/spdslx08.htm


Veja também:

TDAH/DDA – o que há de novo?
http://impactodapedagogiamoderna.blogspot.com/2010/09/tdah-o-que-ha-de-novo.html 


Como Ajudar o TDAH
http://impactodapedagogiamoderna.blogspot.com/2010/09/como-ajudar-o-tdah.html

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

SEMANA DA PESSOA COM DEFICIENCIA

21 A 28 DE AGOSTO

SEMANA DA PESSOA COM DEFICIENCIA DE 21 A 28 DE AGOSTO.
VC QR QUEIRA FAZER A DIFERENÇA, NOS PROCURE, SEJA UM DOADOR DE AMOR, AJUDE-NOS A FAZER, A SER, A TER OPORTUNIDADES DE IGUALDADE. LEVE OFICINAS, RECREAÇÕES, ETC PARA ESSA SEMANA, É SO ENTRAR EM CONTATO COM O CRECE- CENTRO DE REABILITAÇÃO E EDUCACAÇÃO DA CRIANÇA ESPECIAL EM FRENTE AO INSS - SURUBIM - PE, SEJA UM DE NÓS, VISTA ESSA CAMISA MARAVILHOSA!!!!

Atividades recreativas e deficiência: Perspectivas para a inclusão



Lazer inclusivo

Uma vez que os valores e conteúdos culturais do lazer não se diferenciam dos usuais, não é conveniente falar em "atividades recreativas para a pessoa com deficiência", não apenas porque existem diferentes tipos de deficiência (mental, física e sensorial) e diversos níveis de envolvimento, mas porque as pessoas são diferentes! É preferível falar em "atividades de recreação que incluam a pessoa com deficiência", ou seja, que permitam a sua efetiva participação, pois as atividades de recreação e de lazer também são as mesmas; o que muda são as condições nas quais essas atividades chegam até a criança com deficiência.
O que deve variar são as estratégias e a metodologia de ensino voltadas às necessidades de cada indivíduo, sendo necessárias algumas adaptações que tornem possível a inclusão e o efetivo envolvimento da pessoa com deficiência nas atividades propostas.
Dessa forma, se o profissional atuante deseja propor uma atividade de pintura ao seu grupo, e entre as crianças existe uma que apresenta deficiência motora, a qual, aparentemente, a impede de realizar essa atividade, devem ser utilizadas estratégias de apoio, para tornar essa atividade acessível a ela também. Nesse caso, se a criança não consegue se juntar às demais no chão, basta convidar todas elas a sentarem-se numa grande mesa.
Talvez, em vez de uma folha de papel sulfite, o profissional possa oferecer a ela um papel maior e mais grosso (como a cartolina). Fixar essa cartolina sobre a mesa, com o uso de fita adesiva, pode auxiliar bastante a quem não pode contar com o auxílio total das mãos. Pode ser que o profissional precise oferecer um pincel mais grosso à referida criança, pois, assim, sua preensão se torna mais fácil, ou, ainda, que seja necessário fixar o pincel à mão da criança envolvendo-a com uma faixa. Ou, quem sabe, essa criança prefira segurar o pincel com a boca e os dentes... Como se pode perceber, embora simples, tais adaptações permitem a participação da criança e, por isso mesmo, fazem a diferença!
Não existe uma "bula" para a indicação ou prescrição das atividades recreativas a pessoas com essa ou aquela deficiência. O que temos é um processo contínuo de descobertas, por meio de tentativas e aprimoramento, de qual será a melhor forma de orientação para a atividade, quais serão as adaptações necessárias com relação ao material e/ou espaço físico, ou se a mudança de regras, de alguma forma, pode colaborar no sentido de garantir o envolvimento dessa criança nas atividades de recreação e de lazer. Estas são algumas etapas do processo de adaptação de atividades de recreação e de lazer às necessidades e interesses da pessoa com deficiência.

Cuidados e adaptações metodológicas

Alguns cuidados e dicas gerais podem contribuir para o bom andamento do programa, tais como: incentivar a autonomia e independência da pessoa com deficiência, evitando superproteção; posicionar os participantes com maior e menor nível de comprometimento intercaladamente durante a realização das atividades; oferecer quantas chances forem necessárias; elogiar as tentativas que realmente expressam o esforço do aluno.
A seguir será apresentada uma síntese superficial de alguns cuidados e adaptações metodológicas que devem ser considerados durante o planejamento, elaboração e aplicação de um programa de atividades recreativas e de lazer inclusivo. Faz-se necessário reforçar que a consulta ao quadro a seguir serve apenas como referência. Durante a fase de planejamento, é essencial que o profissional iniciante procure trocar idéias com outros profissionais que já tenham atuado junto à clientela em questão, ou que já possuam alguma experiência na área.

Propostas de atividades

Antes de apresentar algumas sugestões de atividades de recreação e de lazer, na perspectiva de inclusão da pessoa com deficiência, tornam-se necessárias algumas considerações. Embora as atividades descritas já tenham sido experimentadas com diferentes grupos, de diferentes faixas etárias e condições variadas, vale ressaltar que a escolha do momento oportuno e a adequação da atividade ao grupo ficam a critério do bom senso profissional, assim como a adesão por parte do grupo à atividade está diretamente relacionada à motivação impressa pelo profissional responsável.
As atividades a seguir selecionadas estão direcionadas a um público infantil com faixa etária entre 7 e 12 anos, independentemente da deficiência apresentada. Conforme a atividade, varia também a necessidade de adaptações quanto à instrução, materiais, espaço físico e regras. Todavia, pode ser necessário proceder a mais alguns ajustes ou adaptações, conforme as situações específicas.

Animais e Cia

Indicação: Recomendada aos momentos em que é necessária a divisão dos participantes em subgrupos. A divisão de forma lúdica e aleatória evita a formação das tradicionais "panelinhas" e, sobretudo, evita a exposição e o constrangimento de indivíduos que sempre são os últimos a serem escolhidos por seus colegas.
Objetivo da atividade: Procurar os animais da mesma "família" e reunir-se com eles.
Material necessário:
- Vendas para os olhos.
- Desenhos ou figuras de diferentes animais.
Desenvolvimento: O animador solicita aos participantes que se disponham em círculo. A partir do conhecimento do número de equipes que deseja formar, define mentalmente quantos tipos de animais serão envolvidos na brincadeira. Exemplo: se é necessária a divisão do grupo em 4 equipes, deverão ser escolhidos 4 animais, como cachorro, galinha, vaca e gato. O animador solicita aos participantes que não revelem o nome do animal, e vai dizendo no ouvido de cada um o nome de um dos quatro animais previamente selecionados por ele. Depois de informar confidencialmente a cada participante o nome de seu respectivo animal, solicita a todos que tentem localizar os animais da mesma "família". O animador esclarece que não é permitido comunicar-se por palavras, apenas utilizando sons e gestos, para representar os animais. Outro detalhe é que os participantes deverão permanecer com os olhos fechados durante a procura por seus companheiros.
Adaptações necessárias:
- Materiais: Para auxiliar a participação de crianças com deficiência física, que muitas vezes têm dificuldade de controlar o tônus muscular e a permanência espontânea com os olhos fechados, sugerimos o uso de vendas para os olhos. As crianças com baixa visão, ou seja, que possuem certa visão remanescente, também devem ser encorajadas a usar as vendas.
- Instrução: Para facilitar a compreensão da atividade por parte das crianças surdas, convém utilizar desenhos ou figuras dos animais.
- Regras: Estas últimas podem permanecer com os olhos abertos, uma vez que não conseguirão aproveitar-se da discriminação auditiva para identificar seus semelhantes.
Sugestões: O animador deve atribuir os nomes dos animais às crianças, conforme as capacidades e habilidades de cada uma. Por exemplo: caso uma das crianças seja paraplégica (classificação de deficiência física provocada por paralisia dos membros inferiores) e possua condições de se arrastar pelo chão com auxílio do tronco e membros superiores, o animal determinado a ela poderia ser uma "cobra". Nesse caso, seria necessária mais uma adaptação material: o uso de colchões no espaço físico, para que a criança tenha liberdade de rastejar sem se machucar.
Comentários: A permanência com os olhos fechados estimula a utilização de outros órgãos sensoriais, contribuindo para a ampliação da percepção do ambiente. Essa atividade também incentiva a expressão corporal e favorece as habilidades de comunicação interpessoal.

Tato Con-tato

Indicação: Essa atividade proporciona a possibilidade de experimentação de novos modelos e estimula a capacidade de ajustamento e adaptação a novos padrões, contribuindo para o processo de aceitação das diferenças.
Objetivo da atividade: Compor e trabalhar esculturas corporais.
Material necessário: Vendas para os olhos.
Desenvolvimento: Os participantes serão divididos em trios: um será o "escultor", outro será a "imagem" ou o modelo e o terceiro será o "bloco de mármore" ou a matéria prima a ser trabalhada. Após a definição dos papéis, o animador solicita a todos os participantes que fechem os olhos. Aqueles que desejarem poderão utilizar vendas. A "imagem", então, cria e assume determinada pose, permanecendo imóvel, como se fosse uma estátua. O "escultor" toca a imagem com as mãos, tentando percebê-la em todos os seus detalhes (posição, postura, expressão facial etc.) e, em seguida, tenta passar ao "bloco de mármore" a "imagem" percebida, por meio do tato e do contato. O "bloco de mármore", por sua vez, deve tentar permanecer na posição determinada pelo "escultor". Ao concluir a obra, o "escultor" comunica aos demais, quando, então, todos podem abrir os olhos e comentar a experiência.
Adaptações necessárias:
- Instrução: Depois de concluída a escultura, é importante que a pessoa com deficiência visual receba um feed-back, baseado em descrição verbal, para facilitar a compreensão dos comentários e comparações entre a "imagem" e o "bloco de mármore".
Sugestões: Para tornar a atividade mais relaxante, pode ser utilizada uma suave música de fundo.
Comentários: Essa atividade consiste na adaptação de um jogo cooperativo proposto por Brotto (2000), e não exige grandes adaptações. É uma atividade que estimula a concentração e amplia a percepção tátil.

Brincando de Massinha

Indicação: Atividade sugerida para ser desenvolvida em ambientes domésticos ou em dias de chuva. Crianças mais novas (a partir de 3 anos) também podem se divertir com essa brincadeira!
Objetivo da atividade: Brincar com massa de modelagem produzida artesanalmente.
Material e ingredientes necessários:
- 1 bacia de plástico de tamanho médio;
- 3 copos de farinha de trigo;
- 1 copo de sal refinado;
- 1 colher (sopa) de óleo vegetal;
- 1 copo de água filtrada (250 ml);
- 1 pacote de suco em pó. Recomenda-se o sabor de laranja ou uva para garantir um colorido atraente. Importante que o suco em pó não contenha adição de açúcar ou adoçante.
Desenvolvimento: Colocar a farinha de trigo e o sal na bacia, misturando os ingredientes secos. Adicionar uma colher de sopa de óleo e misturar bem. Diluir o suco em pó no copo com água filtrada e despejá-lo aos poucos sobre a mistura de farinha, sal e óleo. Em determinado momento, será necessário utilizar as mãos para misturar os ingredientes, até obter uma massa homogênea. Para ser reutilizada, a massinha pode ser colocada dentro de um saco plástico e guardada na geladeira, chegando a durar, aproximadamente, 1 semana.
Adaptações necessárias: Nenhuma.
Sugestões: Deixar que as próprias crianças preparem a massinha, dosando e adicionando os ingredientes necessários. Incentivá-las a explorar e experimentar o sabor do sal, o gosto do suco e da massinha. Fazer diversas cores de massinha e incentivar a confecção de diferentes objetos e formas.
Comentários: Além de exigir noções de quantidade e conceitos espaciais envolvidos na confecção da massinha, a modelagem favorece a criatividade, o desenvolvimento de habilidades manuais e a expressão artística. O preparo da massinha pode ser inserido dentro de um contexto simbólico, como uma brincadeira de casinha ou coisas do gênero.

Na boquinha da garrafa

Indicação: Atividade que depende, basicamente, da cooperação entre todos os participantes para a superação do desafio coletivamente. Recomendada para ressaltar a importância do trabalho em equipe, podendo ser aplicada a grupos de jovens, adultos e idosos.
Objetivo da atividade: Conseguir introduzir a caneta pendurada num barbante através do gargalo de uma garrafa.
Material necessário:
- 1 rolo de barbante;
- 1 caneta;
- 1 tesoura;
- 1 garrafa plástica vazia;
- 1 jarra de plástico vazia.
Desenvolvimento: O animador solicita aos participantes que dêem as mãos e formem um círculo. Em seguida, pede a um dos participantes que segure a ponta do barbante com as duas mãos (fechadas e com as palmas voltadas para baixo). O animador vai desenrolando o barbante no sentido horário e solicitando a cada criança que o segure da mesma forma que a anterior. Depois de formar um círculo completo de barbante, segurado e mantido por todas as crianças na altura da cintura, o animador une as duas pontas do barbante com um nó, e continua trançando o barbante, agora em diferentes sentidos e direções, como se estivesse tecendo uma "teia de aranha". O barbante deve se cruzar algumas vezes no centro do círculo, onde deverá ser pendurada uma caneta presa a um pedaço de barbante de aproximadamente 50 cm de comprimento. O animador posiciona a garrafa plástica no centro do círculo, e solicita a todos que tentem introduzir a caneta no gargalo da garrafa. Para isso, todos deverão coordenar e sincronizar os movimentos, de forma a conseguir alcançar o objetivo.
Adaptações necessárias:
- Materiais: Caso o grupo tenha dificuldade de coordenar os movimentos e esteja muito difícil enfiar a caneta no gargalo da garrafa, o animador deve substituir a garrafa inicial por outra com o gargalo maior ou, se necessário, utilizar uma jarra com a boca larga. Dessa forma, fica mais fácil conseguir realizar a atividade proposta.
- Regras: Caso a atividade esteja sendo realizada com facilidade pelo grupo, o animador pode estipular um tempo menor para que o grupo consiga atingir o objetivo.
Sugestões: O animador pode sugerir algumas variações para aumentar o desafio, tais como: mudar a garrafa de lugar; solicitar a todos que segurem o barbante posicionando-se de costas para o círculo; sugerir que todos tentem realizar a atividade em silêncio; solicitar a todos que fechem os olhos e que se deixem orientar apenas por um dos participantes, que estará de olhos abertos.
Comentários: Essa atividade reforça a importância da cooperação em torno de um desafio comum. Além disso, exige concentração e habilidades relacionadas à coordenação motora fina. É possível, ainda, observar a iniciativa e capacidade de liderança entre os participantes.

Golbol

Indicação: O golbol é uma modalidade esportiva concebida especialmente para permitir a participação de pessoas com deficiência visual. Como todos os participantes são incentivados a utilizar vendas nos olhos, qualquer pessoa pode ser incluída nesse jogo.
Objetivo da atividade: Fazer com que a bola ultrapasse a linha de fundo do campo do time adversário.
Material necessário:
- 6 vendas para os olhos;
- 2 rolos de fita adesiva (5 cm de largura);
- 1 rolo de barbante ou corda de varal;
- 1 bola com guizos;
- 1 apito;
- 6 pares de joelheiras e cotoveleiras.
Desenvolvimento: O animador deve preparar o espaço físico previamente, conforme descrito no item seguinte. As dimensões da quadra de golbol são proporcionais à quadra de voleibol (9 x 18 m). Cada equipe é composta por 3 jogadores, devidamente equipados e posicionados cerca de 2 m antes da linha de fundo de seu campo, observando as demarcações táteis na quadra. Sorteia-se a posse de bola, a qual contém um guizo em seu interior, e um dos times começa atacando. Um dos 3 jogadores da equipe "A" arremessa a bola à frente, em direção à linha de fundo da equipe adversária. A bola deve ser lançada como uma bola de boliche, em trajetória rasteira ao solo. Os jogadores da equipe "B", orientados pelo som da bola, devem tentar bloquear a passagem da bola com o seu corpo, impedindo que a equipe "A" marque gol. A cada gol realizado, é marcado um ponto. Em caso de defesa, a equipe recupera a posse de bola e realiza o contra-ataque. Quando a bola sai da quadra pelas linhas laterais, o árbitro concede a posse de bola à equipe em situação defensiva.
Adaptações necessárias:
- Espaço Físico: Para favorecer a orientação espacial dos participantes (que estarão vendados e não poderão contar com o auxílio da visão), a quadra deve ser demarcada com barbante e fita crepe em toda a sua extensão. A fita adesiva é colocada sobre o barbante esticado em todo o comprimento da linha demarcatória, para permitir a orientação tátil-espacial pelo relevo resultante dessa operação.
- Materiais: A bola de golbol é pesada e tem o tamanho aproximado de uma bola de basquetebol. Os guizos em seu interior favorecem a sua localização enquanto ela está em movimento. Como é um material difícil de ser encontrado no Brasil, é possível improvisar envolvendo uma bola de futebol de campo em papel celofane ou sacos plásticos, fixados com fita crepe. É preciso que o saco plástico seja "barulhento", como aqueles distribuídos em supermercados.
- Regras: Ao observar que uma mesma criança realiza vários arremessos consecutivos e, conseqüentemente, priva as demais da oportunidade de arremessar, o animador pode acrescentar uma regra em que seja proibida a realização de dois passes consecutivos pela mesma pessoa, ou que incentive a troca de passes entre todas as pessoas do time.
- Instrução: A criança com surdez também deverá utilizar a venda. Como ela não pode se orientar prioritariamente pelo sentido auditivo para localizar o som da bola, o animador solicitará a uma quarta criança (sem os olhos vendados) que se posicione atrás da criança surda e indique, por meio de um toque no ombro direito ou esquerdo dela, a direção da trajetória da bola. Dependendo do nível de comprometimento motor, crianças com deficiência física poderão participar do jogo, desde que posicionadas sobre uma fina placa de espuma para proteção.
Sugestões: É interessante convidar crianças sem deficiência a participar dessa atividade, pois, por meio do uso da venda, essa atividade permite a experiência de se colocar, por alguns minutos, no lugar do outro.
Comentários: Como muitos outros jogos derivados de modalidades esportivas, o golbol é uma atividade que envolve a competição. Quando adequadamente conduzido pelo animador ou técnico, esse elemento pode proporcionar um alto grau de motivação aos participantes.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Como trabalhar com deficiência visual

A possibilidade legal é um grande ganho, mas a lei em si não garante a inclusão. Dificuldades básicas fundamentais existem e precisam ser enfrentadas com compromisso, competência e coragem, pelos profissionais que se dedicam ao atendimento de pessoas com deficiência visual. Destacamos, a seguir, algumas dessas dificuldades:

1- conquistar a confiança do paciente com deficiência visual e seus familiares; auxiliando-os a vencer preconceitos e a evitar a superproteção;
2- nas formas de prevenção e tratamento de doenças oculares, como tracoma infantil;
3- estimular a descoberta, conhecimento, domínio e relacionamento do corpo do paciente com o ambiente e com as pessoas, a fim de que se motive para a ação motora;
4- em definir qual o melhor recurso a ser utilizado com aquele paciente, de acordo com a natureza, a extensão e o tipo de problema encontrado no sistema visual, uma vez que pode haver distúrbios associados, como neuropatias;
5- desenvolver o treinamento de marcha do paciente em diferentes terrenos, com o uso do dispositivo da bengala que lhe dá suporte no equilíbrio, locomoção motora, noção de espaço e lateralidade, evitando a ocorrência de quedas constantes;
6- promover o aprimoramento dos demais sentidos (tato, olfato, paladar, audição);
7- na obtenção de recursos para tratamento, como computadores adaptados para o deficiente visual, lupas telescópicas, óculos com lentes especiais, etc;
8- encaminhamento para escolas regulares, onde há escassez de profissionais habilitados para trabalhar com os deficientes visuais, bem como recursos adequados;
9- no ensino e aprendizagem do método Braille e do Soroban;
10- na manutenção das atividades de vida diária do deficiente visual.

Ø Melhorar a integridade física, mental, cultural, intelectual, emocional, social da pessoa com deficiência visual para que se restabeleça funcionalmente.
Ø Procurar mostrar-lhe a necessidade de se descobrir e explorar seu próprio corpo no meio ambiente e com as pessoas de seu convívio.
Ø Promover treino de equilíbrio e marcha para melhorar seu ortostatismo e sua direcionabilidade.
Ø Promover orientação espacial para que a pessoa com deficiência visual tenha noção de direção e localização do seu corpo no espaço.
Ø Manter a postura ereta para impedir possíveis desvios posturais, como hiperlordose, cifose ou escoliose.
Ø Promover alongamento e fortalecimento de membro superior e inferior para a introdução ao uso da bengala.
Ø Promover treino de equilíbrio e marcha em diferentes terrenos, possibilitando boa locomoção em diferentes áreas e evitando quedas.
Ø Melhorar a qualidade de vida desse paciente promovendo a sua independência em alimentação, vestuário e higiene pessoal.
Ø Ganhar mobilidade para que tenha locomoção harmoniosa e segura.
Ø Estimular o desenvolvimento de habilidades específicas como informática, música, teatro, artes plásticas, etc.
Ø Estimular o uso da escrita em Braille e do método Soroban para o seu desenvolvimento intelectual, social e cultural, bem como sua comunicação com as demais pessoas do mundo..
Ø Promover a intervenção precoce para que as habilidades sensoriais da criança com deficiência visual contribuam no seu processo de desenvolvimento neuropsicomotor.
Ø Promover atividades cotidianas para que a pessoa com deficiência visual tenha uma vida mais prazerosa, relacionando-se satisfatoriamente com o ambiente e as pessoas com quem convive.
Ø Estimular a integração dos pais e demais familiares com os profissionais da equipe multidisciplinar visando incentivar ainda mais o desempenho do paciente na sua reabilitação, com vistas a conquistar, cada vez mais, autonomia e independência.

Atividades para Deficientes Auditivos:







http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2009/06/deficiente-auditivo.jpg

Características do Desenvolvimento do Deficiente Auditivo

O desenvolvimento completo de um indivíduo está muito relacionado com o desenvolvimento dos sistemas sensorial e perceptivo, pois é através desses sistemas que os estímulos ambientais são transmitidos ao indivíduo. Quando ocorre algum impedimento em um desses sistemas, o desenvolvimento do indivíduo pode vir a ser prejudicado devido à dificuldade de interagir com o ambiente.
No caso do deficiente auditivo, as suas características especiais (físicas, psicomotoras e cognitivas) estão associadas ao “início da surdez, etiologia, localização da lesão e quantidade e qualidade dos estímulos ambientais que a criança é exposta” (Pedrinelli & Teixeira, 1994). É importante o diagnóstico precoce da surdez, possível a partir do 5º mês de gestação, para que sejam proporcionados estímulos adequados para o completo desenvolvimento do indivíduo.

Aspectos cognitivos e emocionais

Segundo Vygotsky (1993), o maior desafio para o deficiente auditivo no campo intelectual é a “formação de conceitos, generalizações e abstrações” por envolverem comportamentos verbais, sendo mais importante para eles a memória visual.
Ainda segundo os autores, o deficiente auditivo pode apresentar certos problemas de comportamento como:
-     Relutância em manter contato com pessoas estranhas;
-     Relutância em mostrar o aparelho auditivo, tentando esconder a deficiência, principalmente em adolescentes;
-     Concretismo na análise da realidade;
-     Rigidez de pensamento;
-     Imaturidade em relação ao ajustamento social;
-     Tendência para o isolamento social dos ouvintes;
-     Ansiedade;
-     Capacidade de concentração reduzida.
A imagem corporal e o autoconceito também podem ser influenciados pela surdez. Isso porque são formados através de experiências oriundas do sistema vestibular, cinestésicos e tátil. “Quando a criança amadurece e começa a dar significado às informações visuais e verbais é que a imagem corporal e o autoconceito são afetados por estes sistemas. Normalmente esta mudança começa entre sete e oito anos. As crianças com deficiência visual e auditiva têm um grande impacto nessa mudança” (Pedrinelli & Teixeira, 1994).

Aspectos físicos e motores

Os diversos tipos determinam quais serão as necessidades e as limitações a serem trabalhadas com o deficiente auditivo. Muitos apresentam certo grau de retardo no desenvolvimento motor se comparado com crianças ouvintes, mas estudos mostram que este fato está muito mais relacionado com o estímulo oferecido ao indivíduo do que a uma característica da surdez.
No mundo dos ouvintes, a grande maioria dos estímulos é oferecida de maneira verbal, não sendo eficientes com os surdos. Por isso, quanto mais cedo a surdez for diagnosticada, melhor será o desenvolvimento físico do indivíduo surdo, uma vez que os estímulos serão fornecidos de maneira adequada.
Um bom desenvolvimento físico e motor é muito importante ao deficiente auditivo, pois é “através do corpo que mais freqüentemente experimentam situações de sucesso, tornando-se um recurso de comunicação e interação social sem comparação”.

Esporte e deficiência auditiva
As modalidades especiais para deficientes auditivos visam atender muito mais a necessidades sociais e de comunicação do que condições físicas. A procura por este tipo de esporte deve-se, segundo Pedrinelli & Teixeira (1994), a:
-     Atividades negativas para com a surdez por parte dos ouvintes que os rodeiam;
-     Ênfase na fala como única forma de expressão por parte dos ouvintes, o que dificulta a comunicação.

Dança, música e deficiência auditiva
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, é possível trabalhar música com deficientes auditivos, sendo eles capazes de “responder a ela através da dança e da expressão corporal. De forma adequada a cada ritmo e de maneira intensa e alegre” (Pedrinelli & Teixiera,  1994).
O trabalho com a música pode ter dois objetivos: a música por si só ou ainda fins terapêuticos (enriquecimento do vocabulário, melhoria da auto-imagem, estimulação da leitura labial, desenvolver ritmicidade na fala e introdução ao mundo sonoro).
Para tanto, a criança deve ser estimulada a “descobrir e a perceber as vibrações sonoras através de todo o seu corpo (tocar instrumentos, realizar movimentos rítmicos com o corpo, palmas, etc)” (Pedrinelli & Teixeira, 1994).
“A utilização de música e dança não deve ter o intuito de ‘normalizar’ a criança com dificuldade de comunicação verbal, preconizando essencialmente a sua oralização. O ser humano como sistema complexo apresenta uma infinidade de aspectos que devem ser abordados. Assim, o mais importante é promover o seu bem-estar, auxiliar sua auto-aceitação e auto-valoração, a reconhecer suas limitações e tirar o máximo de proveito de suas infinitas potencialidades”  (Pedrinelli & Teixeira, 1994).

Assistam este filme:
http://www.sme.fortaleza.ce.gov.br/crp/images/stories/Filhos_do_Silencio.jpg
Capa do filme Filhos do Silêncio, sobre deficiência Auditiva

Relacionamento professor X aluno deficiente auditivo
Pedrinelli & Teixeira (1994) descrevem alguns pontos que devem ser observados quando em uma aula na qual haja deficientes auditivos:
-     Enxergar a criança mais do que a deficiência;
-     Considerar as limitações, mas enfatizar as capacidades;
-     Estar informado sobre a etiologia, local e gravidade da lesão;
-     Procurar ajuda da família ou mesmo de outros profissionais envolvidos com a criança, se for necessário esclarecer algumas dúvidas;
-     Manter-se frente ao aluno quando estiver falando;
-     Usar todos os recursos possíveis para comunicar-se procurando certificar-se de que o aluno compreendeu a mensagem;
-     Não mudar constantemente as regras de uma determinada atividade;
-     Não articular exageradamente as palavras;
-     Substituir as pistas sonoras por visuais, se necessário.

Exemplo de atividade Ritmica:
- Objetivos da atividade:
Desenvolver noções de ritmo e coordenação motora global;
- Objetivos do grupo:
Demonstrar a utilização da linguagem gestual, de sinais (libras) e cores para a comunicação com os alunos deficientes auditivos;
Posicionamento do professor perante a classe.
- Descrição da atividade:
No primeiro momento, os alunos estarão dispostos em círculo e, parados, deverão bater bola no ritmo estipulado pelo professor;
Num segundo momento, os alunos deverão andar em círculo em volta do professor, batendo a bola de acordo com o ritmo do próprio andar;
Num terceiro momento, os alunos deverão observar as cores e os números indicados pelo professor para formarem grupos durante a execução da atividade.
· Bola vermelha – Pare !
· Bola amarela – Ande !
· Bola verde – Corra !
Exemplo: se o professor levantar a bola amarela e fizer o número 2, os alunos deverão andar em duplas.
- Estratégias:
Estilo de ensino: tarefa.
Organização da turma: em círculo, formando grupos de acordo com as ordens do professor.
Estratégia de comunicação: leitura labial, gestos, libras e cores.


Atividade Física para Deficientes Auditivos


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Professora com alunos: ouvinte e deficiênte auditivo
Segundo o Instituto Nacional de Educação de Surdos:
A deficiência auditiva traz algumas limitações para o desenvolvimento do indivíduo, uma vez que a audição é essencial para a aquisição da língua oral.
Inicialmente, a surdez interfere no relacionamento da mãe com o filho e cria lacunas nos processos psicológicos de integração de experiências que irão afetar, em maior oumenor grau, a capacidade normal de desenvolvimento do indivíduo.Embora não se tenha uma estatística geral, é grande a incidência de casos de surdez.
O Censo Escolar/2004 computou 62.325 crianças surdas matriculadas nasescolas de todo o país. Esse fato trouxe a necessidade de preparar os professores para atender, de forma adequada, essa população.
O objetivo deste texto é, portanto, fornecer informações básicas sobre a audição,a deficiência e o deficiente auditivo, para facilitar a intervenção do professor de Educação Física, nas turmas onde estiverem incluídos alunos surdos.

Audição:
É o sentido por meio do qual se percebem os sons.O processo normal da audição inicia com a captação de ondas sonoras pela orelha externa e prossegue através da condução dessas ondas pela orelha média. Aochegar à orelha interna, as ondas sonoras são transformadas em impulsos elétricos, que são enviados ao cérebro. No cérebro se dá a decodificação dos sons, o que caracteriza aaudição propriamente dita.
O som possui características que influem na audição. Uma delas é a sua capacidade de se propagar nos meios gasoso, líquido ou sólido. Essa propagação, se dá sob a forma de ondas, provocando uma vibração tal que é capaz de ser transmitida para o cérebro através do ouvido (meio gasoso / ar) e do corpo como umtodo (meio sólido / ossos). Outras características que influenciam diretamente na qualidade da audição são aintensidade e a freqüência. A intensidade é determinada pela amplitude da onda sonora, refere-se ao volume do som e é o que permite distinguir um som forte de um som fraco. É medida emdecibéis (dB).
A freqüência varia de acordo com a quantidade de ondas emitidas em umdeterminado espaço de tempo e é o que faz com que um som seja alto (agudo) ou baixo(grave). É medida em Hertz (Hz) ou Ciclos por Segundo. Assim sendo, a capacidade de ouvir determinados sons vai depender daconjugação entre o grau de perda em decibéis e as freqüências preservadas na orelha interna.
É através do cruzamento dessas duas informações que se obtém o resultado da audiometria, que é o exame que determina o grau de audição das pessoas.

Deficiência Auditiva:
Essa expressão sugere a diminuição ou a ausência da capacidade para ouvirdeterminados sons, devido a fatores que afetem quaisquer das partes do aparelhoauditivo.A Política Nacional de Educação Especial define a deficiência auditiva comosendo a “perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da capacidade de compreender afala através do ouvido” (BRASIL, 1994).
Essa definição permite concluir que:
1) Existem diferentes graus de perda auditiva;
2) A surdez pode ocorrer em diferentes fases do desenvolvimento;
3) A sua pior conseqüência é a impossibilidade de ouvir a voz humana (fala).
Dependendo da época da instalação da deficiência e do grau da perda auditiva, o indivíduo pode ter dificuldades no relacionamento, na comunicação, na compreensão deconceitos e regras e na apreensão de conhecimentos através dos meios mais comuns (alíngua oral e textos)
No padrão normal de audição, o limiar de audibilidade vai até 25 dB em todas asfreqüências do espectro sonoro (entre 250 e 8000 Hz).
Já a classificação do grau de perda, segundo o Padrão ANSI (1969), é a seguinte:
Audição normal 0 a 25 dB
Deficiência leve 26 a 40 dB
Deficiência moderada 41 a 55 dB
Deficiência acentuada 56 a 70 dB
Deficiência severa 71 a 90 dB
Deficiência profunda Acima de 90 dB
A perda leve permite ouvir os sons, desde que estejam um pouco mais intensos.Na perda moderada há a necessidade de se repetir algumas vezes o que foi dito edificuldade de falar ao telefone, com a possibilidade de troca da palavra ouvida poroutra foneticamente semelhante (pato/gato, cão/não, céu/mel). A perda acentuada nãopermite ouvir o telefone, a campainha e a televisão, tornando necessário o apoio visualpara a compreensão da fala. A perda severa permite escutar sons fortes, como os de caminhão, avião, serra elétrica, mas não permite ouvir a voz humana sem amplificação.Na perda profunda só são audíveis sons graves que produzam vibração (trovão, avião).
Assim sendo, se uma criança já nasce com ou adquire uma surdez severa ou profunda antes de ter acesso à língua oral de sua comunidade, vai ter muitasdificuldades de se integrar ao “mundo dos ouvintes”.Embora seja absolutamente necessário dominar a língua de sua comunidade,mesmo que somente na modalidade escrita, sabe-se que a língua de mais fácil acessopara os surdos é a de sinais. É por meio dela que esses indivíduos constroem suaidentidade e desenvolvem-se nos aspectos afetivo, cognitivo e social.
Logo, faz-senecessário que, desde cedo, a criança surda seja exposta a esta língua e que a família e aescola a utilizem como meio de comunicação e instrução.No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão dos surdos pela Lei nº. 10.436, de 2002. Apesardisso, em seu parágrafo único, a referida lei reza que a LIBRAS não poderá substituir amodalidade escrita da língua portuguesa. Desta forma, não só é assegurado ao surdo ouso da língua de sinais, como é exigido dos sistemas educacionais o ensino, tanto da LIBRAS, quanto do português escrito.
Afabeto em libras
A inclusão de crianças surdas na rede regular vaigerar a necessidade do aprendizado da LIBRAS  pelo restante da comunidade escolar. As línguas orais e as de sinais possuem estruturas completamente diferentes -uma é de modalidade oral-auditiva e a outra de modalidades espaço-visual – e a língua oral, principalmente na forma escrita, é muito mais complexa que a de sinais, o quedificulta o seu aprendizado por parte dos surdos que usam a LIBRAS.
No entanto, a experiência tem demonstrado que os surdos que estudam em escolas regulares possuem leitura mais eficiente, o que influencia na escrita e na sua integração com a comunidade.
Atividade Física para Surdos:
A surdez afeta apenas o aparelho auditivo, não trazendo nenhum outro prejuízo,além dos já citados. Desta forma, o desenvolvimento motor de crianças surdas costumaseguir os padrões de normalidade, não havendo, portanto, nenhuma restrição à práticade atividade física. Quando a surdez é acompanhada de outra deficiência ou de algum outro comprometimento, as possíveis restrições estarão relacionadas a esses(s) outro(s)problema(s).
A escolha de atividades físicas para pessoas surdas deve respeitar os mesmoscritérios usados para a seleção de atividades para crianças sem deficiência (condições desaúde, faixa etária, condicionamento físico, interesse etc).
As atividades aeróbicas são muito importantes, pois as crianças que não seutilizam da fala costumam ter uma respiração “curta”, isto é, não enchemcompletamente os pulmões deixando, com isto, de expandir a caixa torácica e deexercitar os músculos envolvidos na respiração. Assim sendo, além de todos osbenefícios cardiovasculares já conhecidos, no caso dos surdos, as atividades aeróbicas também podem contribuir, indiretamente, para o aprendizado da emissão de sons dafala.
Os surdos podem praticar qualquer tipo de esporte e de atividade rítmica. Nocaso dos esportes, não há necessidade de qualquer adaptação na forma de ensinar,conduzir ou arbitrar. Tampouco há adaptações nas regras de cada modalidade. Já as atividades rítmicas, se envolverem coreografia, costumam demandar um pouco mais detempo de treinamento, devido à necessidade de internalizar o tempo e o andamento daexecução dos movimentos sem o auxílio de uma trilha sonora (mesmo com boaamplificação os surdos não conseguem perceber a maior parte das nuances de umamúsica).

Estratégias de ensino:
Sinais visuais à Cartelas coloridas ou bandeiras podem substituir comandos de voz; figuras podem indicar o movimento a ser feito; números podem evidenciarseqüências de atividades, ou a repetição de uma atividade já realizada, ou o númeroda tarefa a ser executada, ou a quantidades de crianças que devem se agrupar.· Demonstração, o professor costuma ser o modelo, mas é possível solicitar que os próprios alunos façam demonstrações.
Orientações ao Professor
1 – Com relação ao relacionamento:· Enxergar mais a criança que a deficiência;· Considerar as limitações, mas enfatizar as capacidades;· Estar informado sobre a etiologia, o local e a gravidade da surdez;· Ser paciente e acolhedor, sem deixar de estabelecer limites.
2 – Com relação à comunicação:· Falar de frente, em velocidade normal, quando a criança estiver olhando;· Usar frases curtas e simples, mas corretas;· Usar gestos, se necessário, e esforçar-se para entender os gestos das crianças;· Recorrer a outras formas de comunicação (desenho, escrita, mímica), sempreque for necessário;· Aprender LIBRAS;· Não misturar a LIBRAS com o Português.
3 – Com relação à prótese auditiva (quando houver):· Não mergulhar na água, nem molhar;· Não permitir o uso durante lutas ou acrobacias;· Incentivar o uso durante atividades rítmicas (exceto dentro d’água);· Se o molde estiver pequeno para a orelha da criança, retirar antes de qualqueratividade física;· Guardar os aparelhos em local seguro para que não se quebrem ou se misturem.
Considerações Finais
Incluir alguém em um grupo é dar-lhe condições para que possa participarativamente das idéias e atividades do mesmo.Sabe-se que as escolas regulares ainda não estão suficientemente preparadaspara receber e propiciar uma inclusão real das crianças surdas, mas isto precisa mudar.Para tanto, é preciso que toda a comunidade escolar se abra para essa nova experiência,pois, com a troca, todos têm a ganhar.
As aulas de educação física podem ser momentos e espaços privilegiados para iniciar uma mudança de comportamento dentro da escola. O papel do professor em todo esse processo é primordial e deve ser assumido com responsabilidade.Existem, atualmente, muitas fontes de informação disponíveis (instituições,internet, livros, periódicos), mas, mais do que isso, é preciso que haja o reconhecimentodo direito de TODAS as crianças de participar das aulas de educação física e demaisatividades escolares.

 http://www.luzimarteixeira.com.br/2009/12/atividade-fisica-para-deficientes-auditivos/

Formas criativas para estimular a mente de alunos com deficiência

O professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los



Foto: Tatianal Cardeal
CONCENTRAÇÃO Enquanto a turma lê fábulas, Moisés faz desenhos sobre o tema para exercitar o foco. Foto: Tatianal Cardeal
De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os estudantes com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia.

Mas por onde começar quando a deficiência é intelectual? Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de recurso e das regulares precisam entender que tais diagnósticos são uma pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para aprender - e eles, para ensinar.

No geral, especialistas na área sabem que existem características comuns a todo esse público (leia a definição no quadro desta página). São três as principais dificuldades enfrentadas por eles: falta de concentração, entraves na comunicação e na interação e menor capacidade para entender a lógica de funcionamento das línguas, por não compreender a representação escrita ou necessitar de um sistema de aprendizado diferente. "Há crianças que reproduzem qualquer palavra escrita no quadro, mas não conseguem escrever sozinhas por não associar que aquelas letras representem o que ela diz", comenta Anna Augusta Sampaio de Oliveira, professora do Departamento de Educação Especial da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). As características de todas as outras deficiências você pode ver no especial Inclusão, de NOVA ESCOLA.

  importância do foco nas explicações em sala de aula 
Foto: Marcelo Almeida
SIGNIFICADO Na sala de recursos, elaboração de livro sobre a vida dos alunos deu sentido à escrita. Foto: Marcelo Almeida
Alunos com dificuldade de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor, quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil. Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado. "Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o retângulo e o círculo.

A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de forma considerável a capacidade de se concentrar".


O que é a deficiência intelectual?
É a limitação em pelo menos duas das seguintes habilidades: comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho. O termo substituiu "deficiência mental" em 2004, por recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), para evitar confusões com "doença mental", que é um estado patológico de pessoas que têm o intelecto igual da média, mas que, por algum problema, acabam temporariamente sem usá-lo em sua capacidade plena. As causas variam e são complexas, englobando fatores genéticos, como a síndrome de Down, e ambientais, como os decorrentes de infecções e uso de drogas na gravidez, dificuldades no parto, prematuridade, meningite e traumas cranianos. Os Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGDs), como o autismo, também costumam causar limitações. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 5% da população mundial tem alguma deficiência intelectual.

 Escrita significativa e muito bem ilustrada 
Foto: Léo Drumond
COMUNICAÇÃO Vinicius superou o isolamento e melhorou a interação em atividades com imagens e sons. Foto: Léo Drumond
A falta de compreensão da função da escrita como representação da linguagem é outra característica comum em quem tem deficiência intelectual. Essa imaturidade do sistema neurológico pede estratégias que servem para a criança desenvolver a capacidade de relacionar o falado com o escrito. Para ajudar, o professor deve enaltecer o uso social da língua e usar ilustrações e fichas de leitura. O objetivo delas é acostumar o estudante a relacionar imagens com textos. A elaboração de relatórios sobre o que está sendo feito também ajuda nas etapas avançadas da alfabetização.
 
 http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/formas-criativas-estimular-mente-deficientes-intelectuais-476406.shtml

sábado, 25 de junho de 2011

MARCAÇÃO DE QUADRILHA JUNINA

QUADRILHA JUNINA
- Começando o passeio - Cumprimentando os convidados uai/com categoria
- Os cavaleiros cumprimentam as damas. E balanceio
- As damas cumprimentam os cavaleiros..
Balanceio.
- Cavaleiros do lado direito das damas.
- Vamos pro passeio
- Olha a chuva.
Já parou.
- A ponte quebrou.
É mentira.
- Olha a cobra.
Já matou.
-Olha a paquera! engaisou
- Olha a foto? queimou
- É Hora da Rosa linda! Rosa Linda/linda rosa
- Preparando para o túnel/noivos na frente em 1 fila só, só depois
Quando sair do túnel, cada par vai prum lado diferente fazendo 2 filas
-Olha o túnel./Mais uma vez!
-Formar grande roda. Direita/esquerda
- agora Cavaleiros dentro e as damas pra fora
-Damas ao passeio. E os homens so na palma
- agora é a vez dos homens passear e as damas batem palmas, enquanto rodam fiquem de frente do seu par

- Formar a grande estrela. Passando os braços pelas damas.Coroa, descoroa
- Passeio geral. continua o passeio na festa e voltam pra seus lugares
- Preparando pro serrote/2 filas.
- É hora de galopar, descarrega energia
-Vai noivos, galopando com outro par.
Agora, preparando o esperado da festa! Onde o casá pode butar pra quebrar, fazendo onda com damas e as damas se arribitando para essa cambada, sabe porque? Porque é a hora da vassoura.
Aqueles ou aquela q não quizer dançar é so dar as costas hahaha, pq ai tem q dançar com a vassoura. (eu saio em cima da vassoura pelo centro da dança)
- Vamos Começa com os Homens
- Mulherada toda formosa em seus lugares, esperando o cavaaheiro!
combina ai e esnoba esses homeens, bota eles p dançar com a vassoura!-
- Em seus lugares e balancê
- Agora um fato novo! Vai ter casório
- Noivo vai pro altar ( em frente aos padres)
- Pai da noiva entra com a noiva
- Entra os padrinhos
- Oxente , qm e esse? (aparece o guarda com espingarda)
Agora num case não! E Pra amansar o guarda
-Entra os convidados
-Benção dos padres!
(joga arrozzzzzzzzzz nos noivos)
E pra encerrar a quadrilha , continua o passeio na roça. Viva o São João!
Viva o ECC
E ate o ano q vem, se Deus quizer!